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quarta-feira, 18 de março de 2015



ELETROESTIMULAÇÃO
FUNCIONAL EM NEUROPEDIATRIA
Ministrante: Judy Carmick
Mestre e graduada em Fisioterapia pela Columbia University e New York University.
Especialista na área de fisioterapia pediátrica, trabalha com crianças portadoras de
Encefalopatia Crônica da Infância. Apresenta grande experiência no uso da estimulação
elétrica neuromuscular funcional associada aos princípios do controle e aprendizagem
motora, com vários artigos publicados em relação ao uso da técnica acima.
Os cursos tem como objetivo a apresentação, discussão e aplicação da
eletroestimulação neuromuscular ( NMES/FES) para auxiliar a criança com paralisia cerebral
a alcançar uma melhora de sua função motora como também de sua força muscular e
amplitude de movimento.
Os conteúdos paralisia cerebral, espasticidade, marcha e ciências do movimento humano
serão abordados para auxiliar na decisão clínica quanto ao uso da FES/ NMES no tratamento
de crianças com paralisia cerebral.
O maior desafio e o objetivo mais importante deste workshop é como decidir quais
músculos estimular e quando e onde eles devem ser estimulados. A intervenção baseada na
abordagem especifica a tarefa inclui o uso da NMES para o tronco, membros superiores e
inferiores durante atividades estáticas e dinâmicas.
O uso do equipamento NMES/ FES estará disponível em ambos os dias para que os
participantes ganhem experiência prática no seu uso.
Serão apresentados casos clínicos para que os participantes possam observar os resultados
do uso da NMES/FES a custo e longo prazo.
No curso avançado serão realizadas praticas com pacientes e discussões de casos clínicos
assim como serão apresentadas novas ideias para o tratamento das crianças.
Objetivos do Workshop introdutório:
O workshop esta aberto para profissionais  e estudantes da graduaca de Fisioterapia, Terapia Ocupacional e / ou Fonoaudiologia .
Tem como objetivo  apresentar o método de NMES aplicado a neuropediatria, conhecer  seus objetivos e aplicações clinicas. Ao obervar vídeos de casos clínicos ser capaz de começar a conhecer os benefícios dessa ferramenta de trabalho na reabilitação das crianças
Objetivos do curso básico:
1) Discutir os mecanismos de utilização/aplicação do equipamento portátil NMES
2) Conhecer os parâmetros para utilização do equipamento
3) Citar as indicações, precauções e contra-indicações do uso da NMES
4) Planejar o tratamento utilizando a NMES: quando e quais músculos estimular
5) Familiarizar-se com a literatura atual sobre NMES e entender como ela se aplica a
pacientes pediátricos, principalmente aqueles com paralisia cerebral
6) Compreender as diferentes teorias sobre NMES
7) Discutir a aplicação da abordagem de intervenção específica a tarefa.
Objetivos do curso avançado
  1. Discutir o que já vem sendo feito com o uso da NMES
  2. Relembrar a teoria do curso básico
  3. Analisar e discutir vídeos com casos clínicos
  4. Colocar em pratica com pacientes os conceitos já aprendidos

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

A Plataforma Vibratória como recurso terapêutico




O conceito científico da estimulação neuromuscular por vibração foi desenvolvido na década de 80, na antiga União Soviética, com o propósito de combater a perda de densidade óssea e massa muscular em astronautas durante a permanência deles em atmosfera sem ação de força gravitacional.
A plataforma vibratória é um equipamento usado em programas de reabilitação, condicionamento físico ou relaxamento. O fisioterapeuta Thiago Vilela explica que “o princípio da estimulação por vibração se dá por uma estimulação mecânica por meio de vibrações em uma base. Nesse método, o sujeito fica sobre uma plataforma que gera uma vibração sinosoidal em diversas frequências e amplitudes, que é transmitida para o corpo estimulando os fusos musculares. A ativação dos fusos musculares produz um reflexo vibratório tônico que ativa os motoneurônios alfa e, consequentemente, há uma maior produção de força e potência”.
Um treino convencional de resistência muscular pode recrutar de 40 a 80% de fibras musculares, já o treino sobre a plataforma vibratória consegue recrutar de 95% a 100% das fibras musculares devido ao reflexo de estiramento que ocorre pela ação da vibração. “O recrutamento muscular além de ser maior, é, também, global, pois grande parte dos músculos estáticos precisa entrar em ativação para a manutenção do equilíbrio e das diversas posturas realizadas sobre a plataforma”, completa o Dr. Thiago.
A plataforma vibratória é um recurso que proporciona resultados diversos e globais com um tempo de treinamento menor que grande parte dos outros recursos. Geralmente uma sessão na plataforma dura de 10 a 15 minutos e o profissional ainda dispõe de tempo para a realização de outras técnicas e recursos fisioterapêuticos. Para o Dr. Thiago, a grande vantagem de associar a plataforma vibratória à fisioterapia convencional é a maximização dos resultados em menor tempo.
Além do ganho de força, potência e resistência muscular, a execução de exercícios físicos sobre a plataforma vibratória promove o relaxamento muscular; aumenta a capacidade individual de recuperação contra lesões; melhora o funcionamento dos sistemas nervoso e digestivo; melhora a coordenação e o equilíbrio; ativa o sistema de drenagem linfática e proporciona o fortalecimento dos tecidos em geral. O uso deste recurso terapêutico também reduz a osteoporose; combate a artrose e outras doenças articulares e ósseas; melhora a circulação sanguínea; regulariza a pressão arterial; melhora e reforça as articulações, os ligamentos e os tendões e melhora a função cardiovascular.
Estudos científicos mostram que a utilização da plataforma vibratória como recurso terapêutico incrementa o ritmo do metabolismo basal, promove o aumento do consumo calórico diário e reduz a gordura corporal (Pneumex and S. Sordorff. PT, Sandpoint, Idaho); reduz a celulite (Sanaderm, Health clinic, Germany); provoca a diminuição do cortisol - hormônio do stress (European Journal of Applied Physiology. 2000 Apr; 81(6):449-54), recupera a massa magra (International Journal of Sports Medicine. 2004 Jan; 25(1):1-5) e torna os músculos e as articulações mais flexíveis e disponíveis (T. Whiteman, fisioterapeuta).
De acordo com o fisioterapeuta, a plataforma vem sendo muito utilizada com exercícios cinesioterápicos como os exercícios resistidos, os alongamentos e os exercícios proprioceptivos; nas sessões de Pilates; nos exercícios de Core e nas estabilizações segmentares estáticas e dinâmicas. “Hoje tenho utilizado, no meu trabalho, a plataforma para os pacientes que precisam de melhora somato-sensorial rápida; ganho de força, principalmente dos músculos estabilizadores, mas também dos dinâmicos; para aceleração de consolidações ósseas e em casos de osteoporose e osteopenia; melhora das funções autonômicas viscerais; além dos trabalhos voltados para a prevenção de lesões do aparelho músculoesquelético”, explica o Dr. Thiago.
fonte:www.mundofisio.com/